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5 de outubro de 2011

Meu refúgio

No refúgio de teus braços,
onde ainda sou tão menina,

sem noção de tempo e espaço
Segredando-lhe fantasias

No mar de teus olhos,
que fascina, inebria

navegando sem me cansar
repartindo contigo a vida

Tua alma junto a minha,
meu coração batendo ao teu

minha cabeça recosta teu peito
Confessas segredos teus

Em nosso quarto imáginario
mobiliado de fantasias

Entre gemidos e abraços
Num só corpo uma só vida!


Anna Carvalho

Sou o teu amanhecer!

Acordas
e o Sol entra,
poisa no teu corpo,
e sentes
teu coração quente,
num amor ardente,
como sonharas
e Ele te trouxe!

Viste em mim,
que sou o teu amanhecer,
e tu e eu renasceremos
para a Vida,
rumando ao futuro,
esquecendo o passado,
vivendo o presente
e ansiando pelo futuro!

Sou o teu amanhecer
e viveremos
novas primaveras
de harmonia, paz
e amor iluminados!

José Manuel Brazão

Quando tudo realmente existe!

Quando tudo realmente existe,
parecemos sonhar,
mas existem
esses momentos felizes,
indescritíveis para nós,
mas apenas nossos olhos alcançam
e jamais esqueceremos,
que sentimentos tão nobres,
como o amor, o respeito,
a humildade e a gratidão
se afastem de nós
e assim continuaremos
com convicção
a estrada da vida
-essa realmente existe-
da nossa vida!

José Manuel Brazão

No caminho das emoções: Eu com Anna e Zac

No caminho das emoções: Eu com Anna e Zac: "Zac"


TERÇA-FEIRA, 14 DE JUNHO DE 2011


Recordando: Eu com Anna e Zac



Português com gosto brasileiro!


Sou um português
que não renega suas raízes!
Sinto o meu país
que me deu filhos
e netos,
me deu alegrias
e tristezas,
me ensinou a amar,
a viver,
a perder e a vencer!

Que me deu de Amigos,
amigos
que são família
fora da Família!

Mas
sou português
com um carinho especial,
Ppelo Brasil
e suas gentes!
O carinho e o amor
que atravessam o Atlântico
e vêm até mim,
calorosos,
generosos,
com amor sem fim!

Sou Português
com gosto brasileiro!

José Manuel Brazão

És a flor do meu poema!

Todos os dias te contemplo
em minhas mãos, te acaricio
como a flor do meu poema
uma flor mulher
que invade minha alma e instintos,
e vejo despida em poema!

Sinto o teu desejo
reflectido em meus versos,
pulsando esse coração
entre as tuas pétalas,
pétalas de amor,
que deixa o poeta em dor
por sentir o teu aroma
e não sentir o teu corpo...
apenas a essência...

José Manuel Brazão

Flor do poema

Queria ser apenas a flor,
para nas mãos daquele poeta
morrer de tanto amor.
De suas melodias ser a orquestra,
as notas, as letras, o ritmo
e o motivo a compor.

Para o poeta eu queria
ser de sua poesia a flor.
Renascida, convergida
à contemplar a fantasia
nos enredos de amor

Em sua boca seria o absinto,
entorpecendo lentamente os sentidos.
Do corpo seria sua alma e instintos,
à ministrar no silêncio da pele
por minha carne os desejos e vícios.

Desejaria ser do versar a musa,
nua de pele, vestida de letras
um poema em Mulher
a vida despida em poema.
Como o rio desaguando em mar aberto,
carregando na cor dos olhos dilemas.

Descreveria a pele vestida em mim
na poesia do poeta o desejo.
Do carmim de meus lábios
agregado ao doces dos beijos,
o arrepio sentido na pele
ao reagir a língua que a boca interpele
os inúmeros devaneios...

Queria ser princípio e fim.
A inspiração, as rimas, os versos,
os corretos e avessos confessos.
A sedução em contexto e reflexo,
daquele que poeta Hortênsias
sublimadas em delicados aspectos.

Queria ser do poema àquela flor,
para que no peito e nas mãos do poeta
pudesse viver descrita nos versos
que seu amor à inspiração confessou.

Anna Carvalho

Nua diante da Vida...

Cansei de pintar os olhos com cores alegres,
a lágrima não tem cor, nem cheiro...
somente o sabor agridoce da saudade,
do que não volta, o tempo que revolta

Cansei de abafar soluços p'ra não assustar ouvidos,
não são sonoros, nem pretendo fazê-los
é em mim a marca que ficou, e ressoa no infinito

Cansei de camuflar os sentimentos,
hoje quero tudo de intenso, a verdade nua aos olhos
serei eu a transparência em vida, atos reflexos de mim,
quero a vida em plenitude, sem máscaras ilusórias

Costuro no peito as dores do mundo
dispo-me das taras e dos medos,
dos vícios cotidianos, da omissão de ser
e sou, tudo que sou sem pressa de ser

Fico crua diante da vida, tela em branco para o artista,
tela pincelada nas cores do desejo, na verdade pura da pele
seco por fim as lágrimas e acalmo os soluços:
Vai coração, segue em frente e descansa em paz!

Anna Carvalho


 Anna
Conheço toda a tua Poesia!
Considero este o teu melhor e grande poema que criaste até agora!
 Extraordinária a tua vocação e sensibilidade poéticas.
Grande emoção que senti diante desta obra de arte poética
e que Deus me permita testemunhar outros grandes textos teus!
Te apoiarei sempre nesta caminhada: Vida e Poesia!
Beijo grande


Juro!

Terei que juras pelos céus
ou conseguirá ler meu olhar?
Está na pele do corpo,
marcado no fundo do peito,
além das palavras e erros...

Não me faça jurar o sentir,
pois sinto o que está em ti...
É teu amor cada parte de mim,
fecundado no ventre da alma
acolhido na vida com calma

Se além dos olhos há o segredo,
procure-o desvendar sem medo...
terá que entender além do silêncio,
sentir os gestos mesmo pequenos...
Como poderia provar um sentimento?

Mas se o olhar não convencer,
a pele não comprovar...
o corpo não denunciar;
Juro... 
E que a jura vinda da boca
faça sentir o que há na alma;
o meu grande amor...


Anna Carvalho

Teus, meus olhos

No amor de teus olhos
colhi a semente do encanto
Plantei-a no fundo do meu ser

Eu, distante desses olhos
resido em teu pensamento
cativo tua pele
agrado tua boca

Na luz de teus olhos
a saudade me alucina
Na distância cruel, minha sina

No silêncio do teu amor,
Na pureza de tua alma
no valor de tuas palavras
o encontro de nossas almas 

Anna Carvalho

Se puder eu volto...

Passeio meu corpo
por esse areal, com meus pés
beijando esse mar imenso,
recordando outros tempos
em que meu coração
atravessava esse mar infinito
para estar junto de ti!

O tempo nunca parou
e nesta travessia com amor,
nada me impedia
de voltar sempre!

Imensas saudades
desse tempo assim,
esperando pelo amanhã
e no adeus dizendo:
se puder eu volto...

José Manuel Brazão

Minha alma poética

Por tua causa a minha vida
nunca mais foi a mesma;
tudo se alterou
na rotina, no descanso,
mas em mim
- o Homem -
houve a conquista
de valores adormecidos
e hoje fortalecidos,
que fazem do poeta
um homem com outra visão,
Com horizontes sem limites
no espaço e no tempo,
numa entrega desmedida
àqueles que me seguem,
acarinham e valorizam,
tornando o meu sentir e acreditar
em verdadeira sintonia,
que recuando no tempo,
sonhava, pretendia,
mas não sabia
se conquistaria!
Hoje
por tua causa
estou reflectindo em palavras
e apenas por tua causa,
escrevendo
poesia da paz,
da harmonia e do amor...
... a minha poesia!

José Manuel Brazão