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3 de outubro de 2011

Além de mim

Tem vezes que fecho os olhos do corpo,
e abro os olhos da alma, assim tanto vejo!
Há um mundo todo meu além da pele,
além da carne, dos anseios, além de mim

Dentro do peito há a menina que chora baixinho
lágrimas puras aos sonhos que guardei por medo,
ela brinca de faz de conta, faz ciranda com sorrisos

No silêncio do peito ouço os soluços da menina,
ecoam ritmados ao coração que lamenta sonoro.
Tanto espaço há em meu mundo...
sou tanto dentro de mim, que ás vezes perco o rumo

Há lugar para um baú de lembranças empoeirado,
quase nunca o abro - talvez seja alérgica à saudade -
ou apenas doa um pouco reviver a verdade,
enfim sei; ando indiferente ao passado por vontade...

Há a Mulher recém chegada que do coração fez sua morada,
tem na alma o desejo intenso, força que mantém a menina no eixo
exala como flor o perfume de seu corpo,
os instintos saltam-me aos olhos e transparecem-me ao rosto

Quando olho p’ro mundo dentro de mim, tanto vejo:
menina e mulher ambas refletidas no espelho,
e seguem nas estradas da vida, juntas a todo o momento:
-Sim, de olhos fechados, tenho um mundo dentro de mim!

Anna Carvalho

Anna
Sabe-se que acompanho a tua carreira de Poeta, mas o dom está em ti e não posso deixar de repetir, que o teu talento estará perante quem te leia e serão certamente muitos os leitores.
Beijo grande

Zé,
O apoio é fundamental e sem sua orientação certamente eu não
acharia meu "caminho" na poesia.
Torço para que tuas palavras generosas se cumpram em minha vida pois o maior desejo de quem escreve é ser lido!
Beijão, Anna.

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